quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pombagira Maria Padilha das Sete Encruzilhadas...

A história de uma rainha!


Ela sempre foi discreta em suas incorporações... Compenetrada e objetiva em suas respostas. Sempre olhou firmemente nos olhos das pessoas, explicando detalhadamente a situação. Nunca omitiu a verdade. Ela canta seu ponto e explica sua história: "Maria Padilha vem na Linha do Cemitério, Maria Padilha vem na Linha do Cemitério, ela não ri, ela não ri, ela sempre fala sério! Ela não ri, ela não ri, ela sempre fala sério." (...) Possui muitos filhos para resgatar. Ama a todos e não quer perder nenhum. Enquanto não vê-los sãos e salvos não deixará de trabalhar e escolheu a Calunga para isso. Ela é guardiã dos mistérios femininos.
Aprendi a respeitar essa senhora. Ela me ensinou que Pombagira é um dos mistérios da Umbanda Sagrada e que conhecemos muito pouco sobre o trabalho que elas realizam abnegadamente nas regiões umbralinas. São socorristas e mensageiras de nossa Mãe Maria. Trabalham resgatando os espíritos mais corrompidos da esfera terrestre. As pombagiras vão aonde ninguém mais vai: no mais baixo umbral! E com amor e abnegação recuperam um ser extraviado de sua família. Usam a aparência sedutora para auxiliar no resgate... Não se vestem de "anjos" para não assustar o socorrido. Assim, caminham pelas esferas umbralinas sem chamarem a atenção. Como mulheres "mundanas" podem passar despercebidas pelos seres umbralinos e são aceitas com menor desconfiança pelo resgatado.
Essa Maria Padilha viveu muitas vidas na Terra, mas transformou-se totalmente quando conheceu Jesus... Disse que pertenceu à falange das mulheres que trabalham com Maria Madalena e se sentiu amada e acolhida no amor de Cristo. Nunca mais quis deixar de serví-Lo! Cumpre sua missão com amor abnegado. Ela diz que pode contar que viveu também no século III (em Roma) e vivenciou toda a história cristã em sua vida, juntamente com outras pessoas perseguidas pelo Império. Morreu em uma Arena, por se recusar a seguir as ordens dadas pelo Imperador.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Pombagira Maria Mulambo das Almas...

Uma lição de vida única!


A sua história foi a mais triste que eu ouvi. E nunca mais esqueci. Eu a conheci entre os anos de 1993/1994 e essa data mudaria minha vida pra sempre...
Ela era filha de um fazendeiro muito rico. Seu pai era tido na época como o Rei do Café. Uma moça bonita e prometida em casamento, mas apaixonou-se por um dos peões da fazenda. Amaram-se, entregaram-se e viveram esse amor. Ela fugiu com ele. Seu pai os perseguiu. Mudaram-se muitas vezes, mas não foi possível esconder-se pra sempre. O pai possuía dinheiro e sede de vingança. Contratou capangas, que os acharam... Violentaram-na muitas vezes, mataram o peão vagarosamente e cruelmente na sua frente. Ela estava grávida e perdeu o filho. Acordou horas depois em um cemitério. Pensou em se matar, mas acreditava em Deus e não podia tirar a própria vida. Precisava sobreviver... Procurou emprego, mas não lhe deram. Procurou um prostíbulo, mas não a aceitaram, pois seu estado estava deplorável. Teve que mendigar para comer... Sobreviveu a custa de muita dor e sofrimento, lembrando todos os dias de seu amado e de seu filho. Viveu dez anos dessa maneira... A única coisa de bom que possía eram seus dentes saudáveis que vendeu um a um para sobreviver. Quando já não possuía mais forças para lutar uma senhora bondosa lhe ofereceu abrigo, mas já estava doente, debilitada e enfraquecida. Sobreviveu umas poucas semanas e morreu.
Ao chegar do outro lado foi recebida no Hospital Espiritual de Maria... Viu o trabalho dos socorristas e quis ajudar. Quis entender o que lhe aconteceu. Descobriu que seu pai já havia sido seu marido numa vida anterior e que a mantinha trancada. Não guardou mágoas ou rancor... Apenas quis seguir trabalhando no Plano Espiritual. Pediu a Providência Divina que a aceitasse como falangeira para atender aos mendigos e desvalidos, às mulheres que amaram e sofreram, aos que vivem a dor da solidão. E é assim que ela trabalha...
Quando a conheci ela me disse uma frase que eu nunca mais esqueci: "Nunca diga que pior do que está não pode ficar, porque às vezes piora e não sabemos porquê... Mas, é preciso aceitar o fardo e seguir." Na época eu não entendi essa recomendação e me senti frustado. Tempos depois sofri um acidente grave que mudou minha vida pra sempre! Eu não tive sequelas físicas, somente espirituais... É por causa dela que hoje eu cumpro minha missão, porque lembro de sua recomendação e de sua história! Muitas vezes me parece que as coisas pioram, para depois melhorar...
Achei que a imagem abaixo é a que melhor descreve sua dor e sua aparência...
Retirei do seguinte endereço: http://www.fotolog.com/taty_ntl/53038680

A Pombagira do Brejo...

E sua missão de cura.


Essa importante, mas quase desconhecida Pombagira, trabalha na Linha de Nanã, com a energia de cura das águas dos lagos e pântanos. Em sua última experiência de vida, nasceu em 1630, na região de Estrasburgo, na Alemanha Ocidental; em plena Guerra dos Trinta Anos, onde vários países europeus guerreavam entre si por terras, poder e religião. Nesse período, a Alemanha viveu um de seus piores declínios.
Sua família era de origem nobre e seus pais eram importantes comerciantes judeus na época. O estado alemão confiscou seus bens, suas terras e seus filhos. Os meninos eram usados como soldados no campo de batalha e as meninas tornavam-se concubinas. 
Ela era uma bonita moça que foi transformada em concubina real e mais tarde em serviçal dos religiosos protestantes. Conheceu toda a revolta e a guerra cristã européia. Quando sua idade não lhe permitiu mais servir aos caprichos dos nobres, foi dispensada aos campos de batalha para limpar as feridas dos soldados e servir comida a eles.
Os lugares onde as guerras aconteciam tornavam-se atoleiros de brejos lamacentos, mal-cheirosos e friorentos. Ao trabalhar nesse local, viveu, desse modo, todos os horroros da guerra, em meio a chuva, ao frio e a fome.
Ao desencarnar, sua alma era dor pelos sofrimentos que viu e passou. Aceitou expurgar essa dor na falange das guardiãs dos locais de batalhas sangrentas (o brejo) e trabalhou como socorrista dos soldados mortos nos campos.
Hoje, ela trabalha socorrendo as vítimas de catrástofes naturais e também limpa a aura daqueles atingidos por magia negra. Essa é sua especialidade: limpar, purificar e curar. 

Pombagira Cigana das Encruzilhadas...

"Vinha caminhando a pé, para ver se encontrava a minha Cigana de fé.
Ela parou e leu minha mão e disse-me toda a verdade... E eu só queria saber onde mora: Pombagira Cigana de fé!"

Essa Pombagira Cigana possui uma história bastante peculiar de solidão e sofrimento. Nasceu na Baviera (Bayern - popularmente conhecida por Bavária), uma das maiores regiões da Alemanha. Seu nascimeno foi muito festejado por seus pais, que pertenciam a religião pagã dos Celtas - o Druidismo. Ela seria uma sacerdotisa (druidesa) e desde muito cedo aprendeu a arte de curar, os nomes das ervas e a interpretar os sinais da natureza. Aos doze anos era uma linda menina que conhecia muito de sua antiga religião.
Nessa época a Inquição fazia incursões pela Europa caçando "bruxas" e antigos seguidores das religiões ancestrais. Seus pais sempre mantinham tudo muito bem guardado e escondido num porão. Mas, alguém os delatou e a Inquisação bateu em sua porta. Seus pais foram presos, julgados e condenados. Seu irmão foi degolado ali mesmo. E ela, por ser menina, foi preservada e levada até a Itália, para ser a serva de um importante Bispo. Durante um ano tentou em vão escapar. Quando a oportunidade surgiu, ela apunhalou seu captor e conseguiu fugir. Foi ajudada por um guarda em troca de favores sexuais.
Atravessou a Itália, com a intenção de retornar à Alemanha, mas quando soube das Guerras que por lá estavam acontecendo, decidiu ir para a França. Já estava com 17 anos e toda a sua inocência havia se perdido. Agora conhecia a realidade da vida e a crueldade do homem. Sobreviveu na travessia, escondendo-se pela estrada, viajando a noite e trocando favores como podia.  Ela chegou ao sul da França em 1728 e se instalou numa choupana abandonada próximo a um vilarejo. Com o tempo, começou a praticar sua antiga religião e começou a ser procurada por aqueles que precisavam de ajuda. Ganhou a confiança do vilarejo e pode viver tranquilamente por vinte anos. Nunca quis casar, porque ainda lembrava os maus tratos que sofreu, quando menina, nas mãos de seu captor.
Porém, a Inquisição voltou a encontrá-la e dessa vez não escapou. Foi presa, julgada e condenada por prática de bruxaria. Torturam-na e enforcaram-na numa encruzilhada da vila. Muitos no vilarejo também foram mortos. Durante algum tempo seu espírito vagou querendo vingança e perseguindo aqueles que a condenaram. Quando foi recolhida à Aruanda compreendeu sua história e relembrou sua missão de vida. Foi convidada a ficar e a trabalhar; poderia usar todo o seu conhecimento ancestral e auxiliar a quem necessitasse. Assim, tornou-se a Pombagira Cigana das Sete Encruzilhadas, porque seu espírito viajou muito e conheceu muitas estradas...

Pombagira Menina:

Apenas uma menina que perdeu sua inocência...


Essa menina doce e meiga, de olhar oriental, nasceu em Myanmar (Birmânia), no sul da Ásia, no ano de 1838 - na época uma colônia britânica. Em sua tribo as mulheres não alongavam os pescoços com colares (como na Tribo das Mulheres Girafas), apenas tatuavam a pele quando eram prometidas em casamento para mostrar o compromisso e usavam uma pesada tornozeleira. No seu país todos os nativos eram budistas. Seu nome aqui no Brasil seria algo assim como "Swang Pi".
Aos nove anos, foi vendida por seus pais a um grupo se soldados britânicos. Eles pensaram que a vida dela seria melhor em outro país, onde ela teria maiores oportunidades. Mas, ela foi comprada para serví-los de todas as formas. Então desde cedo, juntou-se a outras meninas que se tornaram escravas sexuais de seus tutores. Além de cozinhar, lavar e servir, elas deviam manter-se asseadas e bonitas, pois quando eram procuradas deviam estar dispostas a serví-los bem. Foi assim, que com apenas doze anos de idade, Swang já conhecia o mundo dos adultos. Para fugir dessa realidade aprendeu a consumir bebidas e a usar a pinang - uma espécie de planta misturada ao tabaco - que servia como estimulante. Aos treze anos toda a sua noção de vida real havia se perdido e ela vivia entre a bebida, a droga e o sexo. Desencarnou antes de completar quatorze anos, tendo ataques epiléticos, por conta de uma mistura de bebida, noz de areca e outros alucinógenos.
Acordou no Plano Espiritual, em meio a espíritos sofridos, sem saber o que lhe havia acontecido. Uma avó que lhe amava muito lhe socorreu e levou-a a um hospital espiritual. Quando recuperou sua memória e sua decência, quis entender sua trajetória de vida. Pediu para trabalhar com meninas, que assim como ela, perderam toda a inocência antes da puberdade. A partir de então ela passou a visitar diversos lugares no mundo inteiro, onde haviam meninas que passavam pela mesma situação que a sua. Veio parar no Nordeste brasileiro e conheceu as meninas que também se tornavam escravas sexuais desde cedo. Pediu para ficar nesta terra e fazer parte de um novo trabalho. Conheceu a Seara do Caboclo Sete Encruzilhadas e percebeu que poderia ajudar sem ser julgada ou condenada. Poderia ser ela mesma e simplesmente trabalhar... Assim como ela existem outras meninas com suas histórias de dor e sofrimento e que também trabalham como Pombagiras Meninas na Umbanda Sagrada.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pombagira Feiticeira...

Ela é mandingueira!


Essa Pombagira de nome Loruel teve três vidas importantes como "feiticeira". Sua última encarnação foi no Sul da África, no século XVI. Antes de prosseguir com seu relato vamos diferenciar bruxa de feiticeira. As bruxas sempre pertencem a um clã ou coven, sempre trabalharam em grupos e sempre seguem regras específicas para os rituais. A maioria das bruxas possuem residência fixa. As feiticeiras, ao contrário, trabalham sozinhas, não seguem regras e não pertencem a qualquer grupo. São andantes e gostam de pertencer ao mundo.
Na sua primeira encarnação como feiticeira ela viveu no sul da Itália entre 983 e 1037. Praticava livremente a magia, usava seu conhecimento das ervas e de feitaçaria para realizar diversos rituais, onde atendia aos vilarejos próximos de sua morada. Mesmo tendo uma residência fixa, viajava a lugares diferentes, ausentando-se por dias... Essa vida foi tranquila, sem maiores acontecimentos. Morreu aos 54 anos de problemas cardíacos.
Sua próxima existência aconteceu na Grécia, entre 1360 e 1408. Essa foi a vida mais importante para ela, pois conheceu seu verdadeiro amor e isso a fez deixar de lado a prática da magia nos últimos anos de vida. Casou, teve filhos e foi feliz pelo tempo que a vida lhe permitiu. Desencarnou aos 48 anos em decorrência de um derrame.
Sua última encarnação como feiticeira, ocorreu entre 1537 e 1601. Essa vida ela considera a mais difícil e com maior aprendizagem, pois foi onde ela atendeu o maior número de pessoas e tribos africanas e também onde conheceu a crueldade do homem. Loruel costumava viajar por todo o sul africano, onde espanhóis, portugueses e franceses disputavam terras. Muitos negros morreram, muitos foram escravizados e muitas tribos se perderam. A tudo ela presenciava, sem nada poder fazer. Quando seus irmãos estavam doentes ela socorria. Nessa vida ela se dedicou somente a isso: a socorrer todos os que eram feridos pelo homem branco ou infectados por suas doenças. Ela foi violentada diversas vezes, mas em todas elas sobreviveu e escapou. Viveu o bastante para perceber que o mundo estava vivendo muitas transformações e que os povos da terra estavam se misturando. Morreu no alto de uma montanha observando o mar, em decorrência de uma infecção. Estava velha, sozinha e triste porque sua África nunca mais seria a mesma!
Loruel desencarnou nessa última vez e foi recolhida à Colônia de Jurema. Estudou, aprendeu e evoluiu. Tornou-se uma trabalhadora espiritual. Reencontrou seu companheiro de jornada, mas eles tinham caminhos diferentes para seguir. Hoje ela é uma Pombagira e ele é um Exu. Trabalham na Lei Maior da Umbanda servindo ao próximo com amor e dedicação.
"Feiticeira é, feiticeira a... Vem feiticeira, vem trabalhar.
Pombagira ela é, Pombagira tem que ser, Pombagira Feiticeira tem seu poder.
Na mandiga ela cruza e descruza o que quiser, feiticeira ela pode, feiticeira ela é."
 

domingo, 14 de setembro de 2014

Pombagira Maria Quitéria das Almas...

A Sedutora do Reino da Magia!

Essa pombagira nasceu em 1624 no Reino de Portugal, em Lisboa. Como toda portuguesa, ela recebeu o primeiro nome de Maria e o segundo nome de Quitéria, em homenagem a Santa portuguesa. Ela foi criada por sua avó materna, pois sua mãe era viúva e enamorou-se do imediato de um navio mercante, seguindo com ele em viagem. Sua avó sabia a arte da cura pelo benzimento e pelas ervas e lhe passou todo esse conhecimento. Ela também recebeu o conhecimento ancestral do Povo Rom, da linhagem cigana, por parte de seu avô materno.
Assim, Maria cresceu, tornou-se uma moça bela e instruída nas artes do ocultismo. Quando ela completou 17 anos sua avó faleceu de complicações diversas recorrentes de problemas respiratórios. Então, Maria decidiu vender o que restou na casa e seguiu viagem para a Terra Nova, Brasil. Ao chegar ao Rio de Janeiro, descobriu que as coisas não seriam tão fáceis como ela pensou. Conseguiu emprego em uma estalagem, como arrumadeira, cozinheira e serviçal. Trabalhou um ano até conhecer seu futuro marido (José), que a tirou do trabalho e a levou para morar com ele no interior de Minas Gerais.
Com 19 anos Maria teve seu primeiro filho na fazenda onde seu esposo trabalhava como capataz. Maria era uma moça prendada e sabia cuidar da casa e do marido com muito carinho e isso despertou olhares cobiçosos de outros jagunços da fazenda. Passaram dois anos de harmonia e paz, até que um dia José chegou em casa e encontrou Maria desacordada nos braços de outro. Ele não pensou duas vezes, matou-a com 7 tiros e atirou contra seu companheiro que fugiu porta afora. A criança foi entregue aos cuidados de uma família da fazenda.
José viveu muitos anos infeliz e sem ninguém. Queria muito saber porque Maria fizera aquilo com ele. Maria vagou após sua morte por muitos anos... Um dia, passava José por uma mercearia a caminho da fazenda e parou pra beber uns tragos. Enquanto bebia viu que chegou um homem conhecido. José reconheceu o farsante que desgraçou sua vida e foi pra cima dele, ameaçando-o. Estava para puxar o gatilho quando o homem pediu misericórdia em troca de dizer-lhe a verdade.
José esperou e o jagunço contou a seguinte história: "Ele procurou Maria algumas vezes pedindo ajuda para sua mãe que não passava bem. Então, Maria lhe preparou uma garrafada com várias ervas e lhe instruiu como tratar de sua mãe. Mas, alertou-o que o remédio causava um forte sono e por isso devia ser tomado somente a noite. No dia da tragédia ele pediu ajuda a Maria novamente, dessa vez dizendo que ele não se sentia bem.
Maria serviu o chá aos dois e tomou-o para acompanhá-lo, mas não percebeu que o jagunço havia acrescentado ao chá o preparado. Ela sentiu diferença no gosto, mas não levou em consideração. Quando ela sentiu sonolência, pediu ao jagunço licença, ele saiu e ela foi se deitar. Ele esperou até que ela dormisse e foi ter com ela... Maria até que começou a acordar, mas ele trancou sua respiração e ela desmaiou. Então, ele aproveitou fazer o que desejava... Foi quando José chegou e ocorreu o fato."
José ao ouvir essa história ficou desconsolado. Então, sua Maria era inocente! José não pensou duas vezes, levou o jagunço pra fora do armazém e lhe deu três tiros na cabeça. Depois desse crime, José evadiu-se de Minas Gerais e nunca mais foi visto. Maria, por sua vez, foi recolhida ao plano espiritual e pode enfim descansar. Após o tratamento e o refazimento, Maria passou a trabalhar na Linha das Almas, na Falange "Maria Quitéria". Maria sempre gostou da história de Santa Quitéria, porque assim como a sua, era uma história de dor, desejo e traição.